Você já ouviu falar em Gastroparesia Diabética?

Esse post, com certeza, em homenagem ao Dia Mundial do Diabetes, merece ser postado novamente, lido novamente (para que quem ainda não criou coragem, faça exames) ou simplesmente para quem não leu, pdoer conferir.

Esse é um dos assuntos que muito pouca gente fala, ou já ouviu falar sobre. E é uma complicação do Diabetes que pode atormentar a nossa vida se não tratado da forma correta, por um profissional sério.

DIABETES ESTÁ LIGADO AO AUMENTO DE CHANCES DE CANCER DE CÓLON

Pessoas com diabetes têm maiores chances de desenvolver adenomas, um precursor do tumor no cólon, de acordo com um estudo feito por cientistas da Veterans Affairs Medical Center, em Nova York, e apresentado no American College of Gastroenterology. Segundo os pesquisadores, os resultados foram observados apenas em pessoas com diabetes do tipo 2 e a mesma relação ainda não pode ser feita com o tipo 1 da doença.

Para realizar o estudo, os pesquisadores compararam o vídeo da colonoscopia de 278 pacientes com diabetes e de outras 278 pessoas livres da doença. Todos eles eram do sexo masculino e a média de idade entre os pacientes era de 65 anos.

Os pesquisadores descobriram que 29% dos pacientes com diabetes tinham pelo menos um adenoma identificado pela colonoscopia, comparado com 20% dos pacientes que não tinham resistência à insulina. Além disso, entre os pacientes que apresentaram adenomas, os portadores de diabetes apresentavam casos mais avançados e mais espalhados.

Mesmo que a relação entre as duas doenças ainda seja incerta, os cientistas acreditam que a resistência à insulina, quadro presente no diabetes do tipo 2, esteja ligada a formação de adenomas no cólon. Pessoas com esse tipo de diabetes produzem insulina, mas não conseguem usá-la para quebrar a glicose no organismo, causando um acúmulo desse hormônio no sangue. Grandes quantidades de insulina no sangue promovem o crescimento de células, inclusive das cancerígenas.

Segundo os pesquisadores, pessoas com diabetes devem fazer colonoscopia pelo menos duas vezes ao ano, após completar 50 anos, para prevenir que os adenomas sejam detectados em um estágio avançado, ou que já tenham virado câncer de cólon.

Controle o diabetes !

Fazer mudanças no estilo de vida pode diminuir as chances de diabetes do tipo 2, diz um publicado no Annals of Internal Medicine. Segundo os cientistas do Blood Institute e do National Cancer Institute, nos Estados Unidos, cada novo hábito saudável, como praticar atividades físicas, fazer dieta e parar de fumar, reduz ainda mais o risco de desenvolver a doença.

O estudo teve a participação de 200 mil pessoas, com idade entre 50 e 71 anos, que foram diagnosticadas com diabetes ou doença cardíacas. No período entre 1995 e 1996, o comportamento dos participantes foi observado, assim como os fatores de risco para desenvolver diabetes.

Os autores da pesquisa dividiram os participantes em dieta, peso, atividade física, tabagismo e consumo de álcool. Eles descobriram que as pessoas que controlaram pelo menos um dos fatores de risco tiveram uma diminuição de até 31% contra diabetes. Além disso, os indivíduos que controlaram todos os cinco fatores tiveram uma proteção de até 81%.

GASTROPARESIA DIABÉTICA

A gastroparesia ou atraso do esvaziamento gástrico é um transtorno no qual o estômago demora demasiado tempo para esvaziar seu conteúdo.

Aparece com freqüência nas pessoas com diabetes tipo 1 ou tipo 2.

Gastroparesia: O que é e como cuidá-la?

A gastroparesia se desenvolve quando se lesam os nervos do estômago.

O nervo vago controla o movimento da comida ao longo de todo o trato digestivo. Se esse fica lesado devido a neuropatia autonomica, o nervo vago, os músculos do estômago e do intestino não trabalham normalmente e o transporte da comida se retarda ou se detém completamente.

O diabetes pode lesar o nervo vago se os níveis de glicose no sangue (açúcar no sangue) permanecem elevados durante um longo período de tempo. Os níveis elevados de glicosa no sangue causam mudanças químicas nos nervos e lesam os vasos sanguíneos que transportam o oxigênio e os nutrientes aos nervos.

 Sintomas

Os sinais e sintomas da gastroparesia são os seguintes :

  • Acidez
  • Náuseas
  • Vómitos de comida não digerida
  • Sensação de plenitude gástrica pouco depois de começar a comer
  • Inchaço abdominal
  • Níveis de glicose no sangue alterados
  • Falta de apetite
  • Refluxo gastroesofágico
  • Espasmos na parede do estômago

Estes sintomas podem ser leves ou graves, dependendo de cada pessoa.

 Complicações da gastroparesia

Se a comida permanece longo tempo no estômago pode produzir um grande crescimento das bactérias da flora intestinal por causa da fermentação dos alimentos.

Assim mesmo, os alimentos podem endurecer-se para formar massas sólidas, que podem causar náuseas, vómitos e obstrução gástrica. Isto é perigosos porque pode chegar a bloquear a passagem dos alimentos para o intestino delgado.

A gastroparesia também pode atrapalhar o tratamento do diabetes ao aumentar a dificuldade para controlar a glicose no sangue. Quando os alimentos chegam ao intestino delgado e são absorvidos, os níveis de glicose no sangue aumentam.

Já que a gastroparesia torna imprevisível o esvaziamento gástrico, os níveis de glicose no sangue da pessoa ficam alterados e difíceis de controlar

Tratamento

O principal objetivo do tratamento da gastroparesia relacionada com o diabetes é a manutenção do controle dos níveis de glicose no sangue.

No tratamento se incluem:

mudanças na freqüência e dose de administração da insulina, medicamentos por via oral, modificações em relação a quando e como comer e, nos casos mais graves, a alimentação através de sonda nasogástrica ou por via intravenosa (nutrição parenteral).

É importante assinalar que na maioria de casos não existe cura para a gastroparesia, que geralmente é uma doença crônica.

O tratamento ajuda a controlar a doença no sentido do paciente se encontrar o cômodo possível.

FONTE: National Institute of Diabete and Digestive and Kidney Diseases (NIDDK)  / Portal Diabetes

*A videocolonoscopia é um exame que permite analisar o intestino grosso e, eventualmente, a parte final do intestino delgado (íleon). Na videocolonoscopia total é analisado todo o intestino grosso, ou seja o recto, o cólon sigmóide, o cólon descendente, o cólon transverso, o cólon ascendente e o cego.

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