Anvisa aprova primeira insulina inalável do País

Comercialização começará a ser feita a partir do segundo trimestre deste ano
Insulina Inalável Clube do Diabetes

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, no último dia 03 de junho, a comercialização da primeira insulina inalável do País. O Afrezza, pó desenvolvido para a inalação com ação ultrarrápida, promete regular os níveis de glicose no corpo do diabético em poucos minutos.

A Biomm, empresa que possui os direitos do medicamento aqui no Brasil, informou seu lançamento. A insulina inalável passará a ser vendida aos diabéticos a partir do segundo trimestre de 2019. Isso porque o produto precisa passar por um procedimento para que seu registro seja feito pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

Para se ter uma ideia de preço, nos Estados Unidos, o kit da insulina inalável para um mês de uso custa cerca de US$ 150 a 400, o equivalente a R$ 580 a 1.550. Portanto, o custo dependerá da quantidade de doses que o paciente precisa utilizar diariamente.

“O produto oferece aos portadores da diabetes uma nova opção para melhorar a qualidade de vida”, segundo os representante da empresa.

Atualmente o Afrezza é uma alternativa às injeções de insulina, por ser o único meio disponível no País. Além disso, esse medicamento pode ser usado por pacientes com diabetes tipo 1 e 2.

Funcionamento da insulina inalável

O inalador possui um pó que fica armazenado dentro do equipamento. O produto, quando inspirado pelo diabético, vai direto para os pulmões, onde sofre a absorção pelo corpo.

Por ser um produto inalável, a insulina é capturada pelo organismo em segundos. Sendo assim, o açúcar no sangue diminui consideravelmente em minutos.

Por fim, é importante destacar que o Afrezza não é indicado para menores de 18 anos. Bem como pacientes com problemas respiratórios, como bronquite e asma, por exemplo.

Além disso, fumantes e ex-fumantes (há menos de seis meses) também estão proibidos de utilizar a insulina inalável.

Vale ressaltar que, segundo a Federação Internacional de Diabetes, cerca de 425 milhões de adultos em todo o mundo sofrem com essa condição. No Brasil, o número chega aos 12 milhões.  


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