Conheça a cápsula de insulina inteligente

Pesquisadores do MIT encontram um substituto às injeções diárias de insulina

cápsula de insulina inteligente clube do diabetes

Mais uma vez a ciência nos surpreende trazendo novas soluções para melhorar tratamentos médicos. A novidade da vez é uma ótima notícia para pacientes diabéticos: a cápsula de insulina inteligente.

De acordo com os pesquisadores, a cápsula promete dar um fim à necessidade de injeções diárias do hormônio. A descoberta, publicada pela revista Science em fevereiro, foi desenvolvida por cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

O desafio em desenvolver uma cápsula de insulina eficaz era o ambiente ácido e enzimático do intestino. Ele impossibilitava que o hormônio fosse absorvido corretamente pelo organismo, por isso a necessidade das injeções. Mas a nova cápsula vem toda trabalhada na bioengenharia para resolver esse problema.

 

Por dentro da cápsula de insulina

Inspirados no modelo de casco de uma tartaruga, os cientistas desenharam a cápsula em um formato diferente. Ela tem um lado reto, que é perfeito para seu posicionamento no estômago do paciente. Revestida por uma camada de açúcar, facilmente dissolúvel, a cápsula esconde uma agulha feita de insulina sólida, presa a uma mola.

Essa agulha vai perfurar a parede do estômago e garante que o hormônio seja absorvido e entre direto na corrente sanguínea. O que sobra da estrutura demora pelo menos uma semana para se movimentar pelo aparelho digestivo . Depois disso, deve ser eliminada facilmente nas fezes, pois é feita de material biodegradável. A invenção só foi testada em ratos e porcos, por enquanto.

A professora Edith Mathiowitz, da Universidade Brown, foi entrevistada para a matéria publicada na Science. A pesquisadora de ciência e engenharia médica diz que o design da cápsula dos cientistas do MIT é muito inteligente. Mas ainda tem uma preocupação em mente.

Segundo ela, existe a possibilidade de as pequenas perfurações no estômago serem prejudiciais em longo prazo. Isso porque bactérias e vírus maléficos podem tirar proveito delas para entrar no sistema sanguíneo. A médica comenta essa possibilidade alertando que o time de cientistas precisa cuidar desse risco antes da comercialização da cápsula.

Existem diversas fases de pesquisa antes da comercialização, que ainda não está prevista. Mas já é possível imaginar o dia em que as agulhadas não façam mais parte da nossa vida. Esperemos os próximos capítulos!

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