O que significa ter pré-diabetes?

Tire suas dúvidas sobre o termo e entenda que a condição já é uma doença em si

significado pré diabetes

Você já deve ter ouvido falar sobre pré-diabetes.

Apesar do prefixo que remete a uma situação menos complicada, não se engane: o quadro representa uma lista considerável de ameaças à saúde. Não necessariamente o paciente diagnosticado com pré-diabetes é um paciente que desenvolverá o diabetes tipo 2, mas isso não significa que o próprio quadro não seja uma doença em si.

O termo significa apenas que o indivíduo tem uma concentração aumentada de glicose no sangue, mas não alta o suficiente para se enquadrar como um paciente diabético. Os exames responsáveis para verificar a condição são os seguintes:

  • Glicemia de jejum de 8h – entre 100 e 125 mg/dL;

  • Hemoglobina glicada – entre 5,7 e 6,5%;

  • Teste oral de tolerância à glicose – entre 140 e 199 mg/dL.

As concentrações indicadas são referentes a um diagnóstico de pré-diabetes, enquanto o diagnóstico de diabetes seria um ponto acima, para cada um deles.

A Federação Internacional de Diabetes, uma organização ligada à ONU, apresenta estatísticas sobre diabetes ao redor do mundo. De acordo com os seus dados, em 2017, havia no Brasil 14,6 milhões de brasileiros com pré-diabetes — chamado de IGT, tolerância reduzida à glicose, em tradução livre — diante de 12,5 milhões de diabéticos em idade adulta. Isso mostra que número de pré-diabéticos superou o de pessoas com diabetes no país. Outra estatística importante é a divulgada pela Sociedade Brasileira de Diabetes, que estima que 50% dos pré-diabéticos acabam desenvolvendo o diabetes.

Muita gente acha que os níveis de glicose no sangue precisam estar lá em cima para causar malefícios à saúde, mas essa não é a verdade. Níveis um pouquinho aumentados já têm o potencial de provocar estragos ao longo do tempo.

As doenças cardiovasculares são um exemplo desses estragos. Pesquisas apontaram que a mortalidade causada por essas doenças é superior em pré-diabéticos, assim como em pacientes diabéticos. O quadro também foi relacionado com comprometimento dos rins, olhos e nervos.

O grupo de risco para desenvolvimento de pré-diabetes é o mesmo do diabetes: obesos, hipertensos e pessoas com alterações nos lipídios. Isso é, na verdade, uma boa notícia. Como o pré-diabetes significa alterações menores nas concentrações de glicose no sangue, ele pode ser bem controlado a partir de uma alimentação balanceada, a prática constante de exercícios e boas noites de sono. Inclusive, ele é a única etapa que ainda pode ser revertida ou mesmo que permite retardar a evolução para o diabetes e suas complicações.

Assim como o diabetes tipo 2, o pré-diabetes pode chegar à sua vida silenciosamente. É por isso que ter consciência dos riscos e buscar o diagnóstico é importante, especialmente se o pré-diabetes for parte do que nós chamamos de ‘síndrome metabólica’:

  • Pressão alta;

  • Alto nível de LDL (‘mau’ colesterol) e triglicérides; e/ou baixo nível de HDL (‘bom’ colesterol);

  • Sobrepeso, principalmente se a gordura se concentrar em torno da cintura.

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