Cuidados para uma grávida diabética

Tem diabetes e está pensando em engravidar? Saiba o que esperar

Cuidados para uma grávida diabética - Clube do Diabetes

A gravidez é o sonho da vida de muitas mulheres, e não é o diabetes que vai te impedir de construir sua família. Agora, não é novidade que a gestação provoca uma série de mudanças no organismo. Por isso, para ser uma grávida diabética é preciso se atentar em alguns detalhes para que essa fase corra sem imprevistos!

Por isso, trouxemos informações importantes para tirar algumas das suas dúvidas. Mas não deixe de fazer o pré-natal direitinho com seu médico de confiança.

 

Planejamento

Para quem lida com o diabetes, é melhor que a decisão de engravidar seja planejada. Isso porque é mais seguro que sua glicose e hemoglobina glicada estejam bem controladas no momento da concepção. Assim, fica muito mais fácil prevenir malformações no feto, que normalmente ocorrem durante as oito primeiras semanas de gravidez.

Não se assuste: caso a gravidez não tenha sido planejada, não significa necessariamente que seu bebê venha a desenvolver malformações. Neste caso, é importante que o médico seja consultado o mais rápido possível para que o pré-natal seja iniciado sem demora. Desta forma, a melhora do controle da glicose desde o início da gravidez reduz muito os riscos de complicações, tanto para a mãe quanto para o bebê.

 

Medicações orais

Mulheres diabéticas que fazem uso de medicamentos orais não devem interrompê-los até a consulta médica — no caso de gravidez não planejada, no caso de planejamento, tire a dúvida com seu médico nessa etapa.

Até o presente momento existem poucos estudos que comprovam a eficácia e segurança de antidiabéticos orais. Por isso, não são recomendados para realizar o controle de glicemia das gestantes. Neste caso, mesmo atravessando a barreira placentária — em pouca quantidade — a aplicação de insulina é o método mais indicado pelos médicos para manter a glicemia controlada.

 

Acompanhamento

Mesmo fazendo o pré-natal de perto com seu médico de confiança, é importante não bobear no monitoramento da glicemia em casa. A prática, feita com a medição de sua própria glicemia através de fitas e aparelhos de uso doméstico, é fundamental na época da gestação.

Além disso, não deixe de cuidar da sua alimentação, praticar exercícios regularmente e de realizar os exames recomendados — como pesquisa de proteína de urina e avaliação oftalmológica no início e ao longo da gestação — de acordo com a indicação médica.

 

Atividade física

Falamos um pouco da importância da atividade física, mas para o período de gestação, é interessante que a prática de exercícios seja focada com técnicas próprias. Atividades como hidroginástica, caminhadas, alongamento e aulas de relaxamento corporal são ótimos exemplos. Como sempre vai a orientação da indicação de seu médico de confiança, porque cada grávida tem seus limites, que precisam ser sempre respeitados.

 

Cesárea ou parto normal?

A escolha do tipo de parto vai depender bastante do estado de saúde da mãe e do controle de seu diabetes. Por isso, independentemente da escolha do parto ser normal ou cesárea, a mãe não pode deixar de ter uma assistência médica constante — é interessante encontrar um obstetra especializado em gestações de alto risco, para reduzir as chances de imprevistos.

O parto da mulher diabética decorre normalmente se a condição estiver controlada, podendo ser através de parto normal ou cesária, dependendo de como decorre a gravidez e do tamanho do bebê. Contudo, a cicatrização é geralmente mais demorada, pois o excesso de açúcar no sangue dificulta este processo.

O desenvolvimento de bebês grandes é uma das possíveis decorrências da gravidez com diabetes — se não devidamente controlada. Neste caso, o parto normal é desaconselhado porque aumentam as chances de lesões tanto nos ombros do bebê quanto ao períneo da mãe.

Além do período de gestação, continua sendo importante solicitar a orientação do médico inclusive sobre como proceder após o nascimento do bebê. Depois do parto, a necessidade de insulina no organismo da mãe diminui, o que pode provocar hipoglicemia, se for mantida a mesma dose feita durante a gravidez.

Já os bebês podem desenvolver um quadro de hipoglicemia também após o nascimento. Por isso, é indicado que sejam mantidos na UTI Neonatal por 6 a 12 horas, para que recebam uma vigilância médica mais aproximada.

 

Os riscos da gravidez com diabetes

O número de gestações bem sucedidas de mulheres com diabetes, com mãe e bebê perfeitamente saudáveis e sem complicações, a cada dia aumenta mais, principalmente devido à compreensão da necessidade de cuidados adequados nesta importante fase da vida.

Agora, se a gestação de uma mulher diabética não for devidamente acompanhada, existem algumas complicações que podem ser desenvolvidas:

  • O excesso de glicose no sangue da gestante pode ultrapassar a placenta e chegar ao sangue fetal. Quando isso ocorre, o feto reage produzindo mais insulina, e isso pode levar ao risco do recém-nascido apresentar ganho de peso excessivo, partos mais difíceis ou hipoglicemia.
  • Quando o diabetes não é controlado, a mãe pode ter infecções mais facilmente, o que pode causar a pré-eclâmpsia — o aumento da pressão que pode provocar convulsões ou coma na grávida e até mesmo a morte do bebê ou da gestante.
  • O excesso de glicose no organismo pode causar o nascimento de bebês muito grandes, que podem ter problemas respiratórios, malformações e serem diabéticos ou obesos na adolescência.

Mas, como vimos anteriormente, o acompanhamento médico e em casa reduz significativamente a chance de complicações. Por isso, não deixe de realizar seu sonho de ser mãe por causa do diabetes. Se você estiver com medo e sensações complexas a respeito dessa decisão, busque o apoio de sua família e, por que não, de um psicólogo.


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