Conheça o diabetes MODY

Essa variação da doença é transmitida hereditariamente 

O diabetes tem tantas variações que, muitas vezes, as possibilidades podem te confundir. Os mais conhecidos, é claro, são o tipo 1, doença autoimune que afeta o funcionamento do pâncreas fazendo com que ele produza uma quantidade insuficiente de insulina, e o tipo 2, quando a insulina não exerce corretamente o papel de eliminar a glicose do corpo.

Porém, já falamos aqui no Clube do Diabetes a respeito dos 5 novos tipos de diabetes , que surgiram após a divulgação de um estudo feito pela Universidade de Lund, na Suécia. Se você ainda não conferiu esse post, vale a pena a leitura!

E agora, além de tudo isso, você vai conhecer o diabetes MODY, que está relacionado com a genética de cada um. Esse é o tipo mais raro da doença, pois atinge de 2% a 5% dos diabéticos. MODY é abreviação para Maturity-Onset Diabetes of the Young que, em tradução livre, significa “diabetes de início precoce”.

Esse novo tipo de diabetes é, também, o mais complexo, já que contém cerca de seis variações e pode enquadrar tanto os diabéticos tipo 1, quanto os do tipo 2. Mas, a diferença é que, no diabetes MODY, há uma capacidade de controle muito maior do organismo – mesmo sem os recursos da insulinoterapia durante, pelo menos, dois anos.

Associado a defeitos genéticos, o diabetes MODY acontece por causa de uma transmissão autossômica dominante, ou seja, é hereditário. Para isso, o diabetes deve estar na família do paciente há, pelo menos, três gerações. Outro fato determinante é que a doença deve aparecer antes dos 25 anos de idade.

Para o diagnóstico ser feito, é preciso realizar uma análise genético-molecular, que é importante para dizer o tratamento adequado, permitir um aconselhamento genético e predizer o curso clínico da doença. Essa investigação é necessária, também, porque é uma doença que afeta gerações. Logo, os filhos de pessoas com diabetes MODY têm 50% de chances de desenvolver a doença também.

Como é uma variação muito complexa e singular, não há um tratamento que valha para todos os pacientes de maneira geral. Portanto, é preciso passar com um médico para que ele avalie e informe qual o mais adequado: medicamentos, mudança na alimentação ou uso de insulina.

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