Afinal, o diabetes dificulta a cicatrização de feridas?

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Como já foi explicado em outros posts aqui do Clube, o diabetes dificulta a utilização da glicose como energia. Uma vez que essa substância não é liberada, há excesso da mesma no sangue. Isso pode acontecer por dois motivos: ou o pâncreas não produz insulina suficiente ou a insulina é incapaz de levar a glicose do sangue para dentro das células de forma adequada.

Esses possíveis processos podem trazer diversas complicações para o corpo, caso não sejam tratados de forma eficiente. E uma das consequências mais comuns é a dificuldade na cicatrização da pele (independente do tipo de diabetes).

O problema mais frequente é o “Pé Diabético“, ou úlceras nos pés, já que, aproximadamente, 15% dos diabéticos desenvolvem essas feridas. Isso acontece porque a alta dosagem de glicose no sangue faz com que as artérias se endureçam e que os vasos sanguíneos fiquem mais estreitos.

Dessa forma, a circulação do sangue é dificultada, principalmente nas extremidades do corpo, como, no caso, os pés. Como o fluxo sanguíneo diminui por conta dos vasos estreitos, a passagem de oxigênio também é dificultada de chegar às feridas.

Com o excesso de glicose, o desempenho das células vermelhas são dificultadas, assim como a dos glóbulos brancos. Ou seja, respectivamente, os tecidos não recebem tantos nutrientes e a proteção de infecções também não é tão eficiente.

Sem oxigênio e nutrientes suficientes, além da incapacidade dos anticorpos, nosso corpo fica mais vulnerável às infecções e, com isso, as feridas demoram mais tempo para cicatrizar. Isso justifica a dificuldade em processos de cicatrização!

Neuropatia e gangrena

Segundo estatísticas, o diabetes é a causa número um para amputação de membros. E isso é muito sério! Acontece por causa da neuropatia – que, em outras palavras, é a falta de sensibilidade gerada por nervos afetados.

Quem desenvolve esse quadro – nos casos mais avançados e quando não é bem cuidado – não percebe quando uma ferida está muito avançada ou que precisa de cuidados, porque, afinal, não sente tanta dor. Dessa forma, não são feitos os cuidados necessários da ferida, que se agrava cada vez mais.

E como as funções dos glóbulos brancos são afetadas, as infecções são adquiridas com facilidade, podendo ocasionar o surgimento de gangrena. Como as necroses tendem a se proliferar com facilidade para outras partes do corpo e não tem cura, o mais indicado é que haja uma amputação.

Tem como evitar?

Sim! O primeiro passo para melhorar a cicatrização da pele é controlar o nível de glicose do sangue. Uma alimentação balanceada, com ingestão de nutrientes e vitaminas suficientes, pode auxiliar no equilíbrio do organismo.

Exercícios aeróbicos e cardiovasculares também ajudam, já que o primeiro reduz o aparecimento de infecções e outras doenças crônicas, enquanto o segundo melhora a circulação do sangue.

É sempre importante estar ciente do próprio corpo, principalmente se você tiver neuropatia diabética. Olhar regularmente a pele, para verificar feridas ou pontos de pressão, é uma ótima maneira de evitar que o problema se agrave ou que a ferida contraia uma infecção.

Lembre-se de que a prevenção é sempre a melhor maneira de se manter saudável. Cuide de você e evite quadros complicados!

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