A influência do ciclo menstrual na glicemia

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Você sofre com a TPM? Nota que sua glicemia sofre alterações antes, durante e depois de sua menstruação? Foi pensando nesses casos que publicamos este post hoje!

Depois de uma  super pedalada, mesmo muito cansada, senti uma sensação uncrível. Mesmo com cólicas, inchada, percebi que a melhor coisa que poderia ter feito foi ir para o esporte.

Como já havia programado, desliguei a bomba de insulina 1 hora antes de iniciar a aula ( ainda assim durante a atividade a glicemia caiu a 70) e nas 3 horas após a aula, programei 70% do basal. MAS, não me atentei a um pequeno detalhe: estou “naqueles dias”. Resultado: a glicemia foi para cima. E custou a baixar.

Aqui estou supondo que o ciclo menstrual serviu para atrapalhar todo esse cenário, somado ao cansaço, fez um pequeno estrago. E vamos tentar entender o porque ?

Entendendo o ciclo menstrual e os hormônios que fazem parte dele:

No primeiro dia do ciclo menstrual, ou seja, no primeiro dia da menstruação, o hormônio FSH (hormônio folículo estimulante) começa a ser secretado em maior quantidade, fazendo com que os folículos ovarianos comecem a se desenvolver.

Ao redor do sétimo dia do ciclo, a secreção de FSH começa a diminuir e só um folículo ovariano continua a crescer. Este em desenvolvimento produz quantidades crescentes de estradiol (hormônio feminino). Quando esta substância atinge seu pico de secreção, há simultaneamente o pico de secreção do LH (hormônio luteinizante, secretado pela hipófise) e ocorre a ovulação.

Esta é a primeira fase do ciclo menstrual chamada folicular. A partir desse momento, o folículo transforma em corpo lúteo e passa a produzir o hormônio progesterona. Se não ocorrer a concepção, as concentrações de estradiol e progesterona vão diminuindo até ocorrer a menstruação. Esta segunda fase é chamada de lútea.

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E o que o diabetes tem haver com isso?

Há estudos que demonstram que na fase lútea (segunda metade de ciclo) pode haver menor sensibilidade à insulina, ou seja, uma mesma dose de insulina não é capaz de diminuir a glicemia da mesma maneira.

Devido a isto, as pacientes dependentes de insulina precisam de maiores doses deste hormônio neste período. Parece haver correlação com a síndrome de tensão pré-menstrual (TPM), pois quanto piores os sintomas, pior será a glicemia. Pacientes insulinodependentes sem sintomas de TPM, não têm hiperglicemia neste período. Após a menstruação, as glicemias melhoram, pois há aumento da sensibilidade insulínica.

 Quais cuidados devo tomar nesse período?

Para mulheres que possuem os incômodos sintomas da TPM, o indicado é:

Aumentar a quantidade de glicemias ( pontas de dedo)

  • Ajustar as doses de insulina com orientação médico endocrinologista
  • Praticar atividades físicas ( que aliviam muito os sintomas e ajudam a manter a glicemia no lugar)
  • Ficar mais atenta à alimentação ( beber mais água, diminuir o consumo de sal, evitar doces, consumir mais vegetais )
  • Para pacientes que usam a bomba de insulina, alguns equipamentos dispõem de recursos para que se configure basais e bolus para esse período específico

O importante, claro, é consultar seu médico ginecologista e endocrinologista para tentar chegar a um equilíbrio neste período que nos acompanha por um longo período de nossas vidas.

Agora, é ficar mais atenta a esta fase do mês e adequar alimentação, atividade física e as insulinas para não ter mais essa hiperglicemia inesperada!

Fontes consultadas: 

Dra. Patricia Dualib, médica edocrinologista UNIFESP para portal De Bem com a Vida ( Accu Chek)

Diabetes em equilíbrio – Programa de aprendizagem e apoio para pacientes com DM2 

 

 

 

 

 

 

 


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