Uma lição de vida!!!!!!!!!! Vale muito, muito a pena ler!!! :)

Oi pessoal!

Eu andei tão sumida não é mesmo? Mas não foi por um motivo ruim específico, foi por vários assuntos que aconteceram todos de uma vez: em agosto minha mama fez uma cirurgia ( nada grave, está tudo bem!), eu peguei um trabalho temporário na loja de uma amiga para levantar uma grana ( que ano !) e horário de shopping, apesar de ser de apenas 6 horas / dia, é super puxado. Junte-se a a isso a Vernissage do maridão ( que foi o máximo) e eu jogada nas pesquisas para o novo blog, que está quase, quase saindo do forno ( já ja, tá ficando demais!). É muita novidade pra um mês e meio não é? Fora o dia a dia de quem mora em Sampa, o tempo que perdemos no transito, etc.

Mas, hoje, olhando uns posts no Facebook li algo tão bacana que tive que compartilhar  aqui, mesmo caindo de sono ( eu já deveria estar dormindo, certo?).

Contarei a história aqui pois sei que tem gente que não fala inglês ( o texto é de um jornal americano, conforme o link abaixo):

89-year-old diabetes patient thrives on insulin for more than 8 decades

Lilian Stamps possui 89 anos, e foi diagnosticada com DM1 aos 3 anos. Ela nasceu em 1926, apenas cinco anos após a descoberta da insulina em 1921 pelo médico canadense Frederick Banting e seu auxiliar, o estudante de Medicina Charles Best. De acordo com seu endocrinologista, a Srta Stamps ( apesar da idade ela e uma senhorita, pois nunca se casou!) deve ser a pessoa com mais tempo de diabetes viva nos dias atuais.

Algumas insulinas antigas

Algumas insulinas antigas

Ela conta na reportagem que teve uma infância um tanto complicada, pois fez uso de vários tipos de medicamentos que foram surgindo para o tratamento da doença. Naquela época, os refrigeradores custavam muito caro, e seus pais guardavam os frascos do medicamento em agua gelada para mantê-lo em ordem. Quanta mudança não é mesmo? As vezes, fica até difícil de imaginar isso, tamanha a nossa dependência da tecnologia que temos hoje.

Como não existiam glicosímetros para medição da glicemia pelo sangue, ela fazia uso das famosas tiras para medir glicose na urina ( vcs se lembram de quando falei delas aqui? Não devem ser as mesmas da minha infância, mas o princípio deve ser parecido: você molhava a tirinha na urina e , de acordo com as cores da fita, estimava-se o valor da glicemia . Era assim que corrigíamos a hipo ou a hiperglicemia!

Esse era o Keto Diastix, que eu usava para medir a glicose na urina nos anos 70.

Esse era o Keto Diastix, que eu usava para medir a glicose na urina nos anos 70.

Ms. Stamps ganhou prêmios  por 25, 50, e 75 anos de convivência com o diabetes, e agora irá ganhar mais um , homenageando seus 80 anos de DM1 vivendo de forma excepcional com todos os desafios que a doença nos obriga a enfrentar. Esses prêmios são oferecidos pelo  Joslin Diabetes Center, o  maior centro de pesquisas no assunto, na cidade de  Boston, Massachusetts.

Além disso, ganhou medalhas da ADA ( American Diabetes Association) pelos mesmos períodos, graças ás três cartas escritas por seu médico para a associação.

Sabe o que me deixou emocionada ao ler essa reportagem? Tenho 39 anos, nasci em 1976, tenho 36 anos de doença. Lilian Smith tem exatos 50 anos  A MAIS  que eu, usou medicamentos em fase inicial, e está inteira, viva, e firme contando sua história! Vivendo uma vida normal, e chegando a mais uma década de vida. Eles não mencionam se ela possui algum tipo de complicação.

No meu caso, a minha rebeldia me deixou de herança uma nefropatia, a retinopatia, a neuropatia autonômica leve. E eu ainda tenho tanto por fazer. Preciso , todo o tempo, tomar cuidado com minha saúde para que as complicações não piorem . Ela passou pelas tirinhas reagentes, e só quem usou um Keto Diastix sabe o significado daquele quadradinho verde agua ( hipoglicemia). Era tão festejado ( poderia comer um docinho, não se contavam carboidratos há 36 anos atrás!). E ao contar que nunca se casou , e nem teve filhos, pois as pessoas diziam que ela não viveria o bastante para passar por isso, imagino o que se passou na cabeça dos meus pais no momento do diagnóstico. mesmo com tanta diferença de tempo, eu ouvi algumas vezes que ninguém casaria com uma diabética. E o Luis está aí para contar a nossa história!

Ainda temos barreiras para derrubar, a tecnologia junto da medicina estão sempre operando a nosso favor para uma qualidade de vida cada vez maior e melhor.

Olhar um relato como esse é uma lição de vida!!! Um exemplo!!! Que possamos olhar para essa senhora “fofa”, e nos espelhar para continuar nossa luta, que é uma luta no dia a dia, uma luta sem fim, onde não podemos ser, de jeito nenhum, perdedores!!!

Boa semana a todos ! Com todos os cuidados necessários ! 😉

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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