Os olhos e a Retinopatia Diabética

Quando, em 2007, depois de passar pelo oftalmologista no mês de agosto e verificar que tudo estava bem, tive um sangramento “invisível” no olho direito, no meio de um evento ( ah, o stress…) e comecei a enxergar uma mancha branca do dia para a noite ( eu não sentia absolutamente nada!), eu percebi que, quando você já está machucado, lesado, em uma situação delicada, qualquer descuido pode ser o suficiente para se tornar um problema.

Desde aquela época, com 4 cirurgias para recuperar retina, depois descolamento, depois catarata, eu realmente não espero um sintoma para correr, para ligar para o médico, para procurar ajuda.

Infelizmente as complicações vão se instalando ao longo do mau controle realizado por anos e anos, e os sintomas, quando aparecem, às vezes, aparecem tarde, Foi o que aconteceu comigo em relação `descoberta das “tias” – rim e olhos. Mas como não aceitar esse quadro se eu vivia com a Glicada a 14%?

Ontem fui ao oftalmologista para checar o grau da miopia e astigmatismo, porque eu preciso desesperadamente de um novo óculos. E claro, não deixaria de forma alguma de checar o fundo de olho. Sempre. E está tudo bem! Ano passado tive um pequeno sangramento na perfieria do olho ( sempre o stress) e já reabsorveu. Olho sequinho, seguro, tudo em ordem , e algum ganho de visão no olho direito. Booom!!! =D

Como muitos diabéticos ainda não apresentam sintomas, ou porque não tem complicação alguma nos olhos, ou porque ( e perigosamente) acham que não tem, acho bacana ressaltar a importância da visita ao Oftalmologista periodicamente ( seu médico endocrinologista pode lhe indicar a frequencia ideal para o seu caso) e se informar o quanto puder sobre o assunto.

 

SINTOMAS DA RETINOPATIA DIABÉTICA

Em um prazo de até 20 anos após diagnosticados com diabetes tipo 1, praticamente todos os pacientes têm alguma evidência de retinopatia diabética. Essa complicação comum, resultado do dano à retina causado pelos altos níveis de glicose, é a principal forma de doença ocular entre diabéticos. Também aflige os pacientes do tipo 2, a maioria dos quais apresentam sinais de retinopatia no momento em que são diagnosticados.

 O diabetes aumenta também o risco de outras doenças oculares comuns. Embora o envelhecimento cause mudanças naturais aos olhos que podem diminuir a visão, a diabetes pode tornar as coisas piores. Você pode apenas precisar aumentar seu grau ou perder alguma visão periférica.

Entretanto, o diabetes também pode ter um impacto devastador sobre a visão. Em um estudo, 3,6% dos pacientes com diabetes tipo 1 estavam cegos, enquanto aproximadamente a metade dos pacientes com tipo 2 tinha algum nível de perda visual.

Não minimize os problemas de visão como efeitos da fadiga ou avanço da meia idade, especialmente se eles forem persistentes ou estiverem piorando. Fale com o seu médico se sentir quaisquer dos seguintes incômodos visuais:

  • visão embaçada
  • cegueira noturna
  • visão dupla
  • perda da visão periférica
  • dificuldade na leitura
  • sensação de pressão nos olhos

Vendo o futuro

Como muitas das complicações da diabetes, um dos maiores fatores de risco para desenvolver problemas de visão causados pelos níveis de açúcar elevados no sangue é o tempo. Ou seja, quanto maior for o tempo de diagnóstico da sua diabetes, maior o risco de desenvolver retinopatia. Principalmente se você tiver diabetes tipo 1.

 

Anos após o surgimento da diabetes tipo 1

Pacientes com sinais de retinopatia

3

8%

5

25%

10

60%

15

80%

 

Para mais informação sobre diabetes, visite os links a seguir.

 

  • Retinopatia diabética: quando o paciente diabético envelhece, a doença pode afetar a visão. Descubra o que você precisa saber aqui.
  • Neuropatia diabética: se você tem diabetes, há chances de que você terá esse tipo de lesão do nervo. Descubra mais aqui.
  • Sintomas da diabetes: algumas pessoas têm diabetes e não sabem. Aprenda como identificar se você precisa de tratamento.
  • Diabetes: essa doença que eleva os níveis de açúcar no sangue pode afetar a maioria dos seus órgãos. Aprenda como funciona a diabetes.
  • Como cuidar dos seus olhos: a diabetes pode causar perda extrema da visão e até cegueira. Descubra como preservar a sua visão.

 

SOBRE O AUTOR: Timothy Gower é um escritor freelancer e autor de vários livros. Seu trabalho apareceu em várias revistas e jornais, incluindo Prevention, Health, Reader’s Digest, Better Homes and Gardens, Men’s Health, Esquire, Fortune, The New York Times, and The Los Angeles Times.

 

Quais os exames que são necessários ao acompanhamento da retinopatia diabética?

Mapeamento da Retina:

Através de recursos ópticos especiais, como a oftalmoscopia binocular indireta alcançamos os limites mais anteriores da retina. Ao registro desse exame damos o nome de mapa da retina.

Retinografia:

As fotos do fundo de olho chamam-se retinografias. Servem para documentar o fundo de olho e permitir comparações futuras. São úteis em todas as doenças do nervo óptico e da retina.

Angiografia fluoresceínica (ou retinografia fluorescente):

Utilizando um corante orgânico chamado fluoresceína sódica, conseguimos documentar em detalhes a micro-circulação da retina. O corante é injetado em uma veia do antebraço e fotografamos sua circulação intra-ocular. Esse exame também permite descobrir em qual das dez camadas retinianas encontra-se uma alteração suspeita. São inúmeras as indicações da angiografia fluoresceínica. Está indicada em todas as doenças vasculares da retina – como a retinopatia diabética, oclusões arteriais e venosas – em doenças inflamatórias como o Lúpus e a artrite reumatóide; é fundamental no diagnóstico das degenerações retinianas (doenças genéticas) e epiteliopatias. Este exame pode ser útil quando ocorre perda inexplicável da visão, no pré-operatório da catarata, para a identificação de qualquer vaso sanguíneo anômalo e em diversas outras situações.

Ultrassonografia do globo ocular:

Utilizamos a ultrassonografia nos diabéticos quando a catarata ou hemorragias impedem a visão direta do fundo de olho. É um exame útil no planejamento e indicação das vitrectomias.

 Tomografia de Coerência Óptica (OCT):

A retina é formada por dez camadas. A partir dos anos 2000 começaram a ser usados em larga escala os primeiros tomógrafos de coerência óptica. Essas máquinas produzem imagens das camadas da retina por meio de feixes de luz infravermelha. Hoje, é possível determinar com bastante precisão o local e a extensão de uma lesão, bem como medir a espessura da retina e detectar alterações do vítreo que estejam causando mudanças na retina.

O OCT é especialmente útil no controle da retinopatia diabética, em especial na separação dos casos que responderão melhor aos tratamentos pelo Laser e injeções oculares, daqueles que exigirão cirurgia para tratamento do edema da retina.

 

Fonte:  Timothy Gower –( HowStuffWorks Brasil); Daher Vision; Instituto da Visão

 


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