Carteira de Vacinação

Hoje pela manha vi em um noticiário a noticia de casos de Caxumba ( em crianças e adultos), uma doença viral que pode aparecer mais no inverno, já que ficamos mais propensos a viroses e, com o frio, em ambientes fechados e com muita gente, fica mais fácil de se contaminar.

Já falei, há algum tempo atrás sobre a importância da vacinação contra a gripe, mas acho que vale muita a pena ressaltar este assunto, deste cuidado em nosso dia a dia.

Todo bom diabético sabe o quanto é importante se prevenir de qualquer tipo de infecção, de qualquer tipo de doencinha chata, porque tudo para nós, por menor que seja, pode virar um problemão.

Como está a sua carteira de vacinação?

Eu confesso que andei relaxando com a minha, ano passado não tomei a vacina contra a Influenza ( gripe) e levei bronca….não podemos dar a menor chance para o azar!

Esta semana, como nosso beagle resolveu me morder em abril pq tentei arrancar um pedaço de plastico da boca dele ( nunca mais!) fui correndo até o posto de saúde próximo a minha casa e tomei a segunda dose da Anti – Tetanica. Dois quarteirões abaixo do posto ( esse foi o dia em que voltei a pé do oftalmologista, eu estava tõ inspirada que fui atras da segunda vacina! Ui!), existe uma clinica de vacinação particular, e com o pedido médico, tomei também a vacina ( primeira dose) contra a Hepatite B. Isso, porque o SUS só aplica gratuitamente a vacina contra hepatite em pacientes com até 19 anos. Após isso, só em redes particulares, não tenho a informação de é possível se vacinar em outros locais.

Contra a Caxumba, a vacina a ser tomada é a Triplice Viral ( Caxumba, Rubeola e Sarampo). Em 2009 tomei essa vacina, vou checar se está tudo em ordem. Minha carteira de vacinação está toda carimbada…..e a sua?

VACINAÇÃO DE PACIENTES DIABÉTICOS

Existe um risco maior de infecções em pacientes diabéticos de qualquer idade devido a prováveis mecanismos genéticos e metabólicos anormais e distúrbios na resposta imune. Doenças infecciosas, como a pneumonia, descompensam o quadro do diabético e aumentam o risco decomplicações, significando muitas vezes risco iminente de vida.

O paciente diabético possui três vezes maior risco de morte em decorrência de gripe e pneumonia que uma pessoa
saudável. Calcula-se que anualmente 10.000 a 30.000 diabéticos morram em decorrência de complicações causadas por essas doenças apenas nos EUA. A complicação aguda mais grave e com maior taxa de mortalidade do paciente com diabetes tipo 1 (DM1), a cetoacidose diabética (CAD), é freqüentemente precipitada, nas crianças e adolescentes, por situação de estresse agudo, especialmente infeccioso. O DM1 incide principalmente em escolares e na puberdade, mas as crianças mais jovens são especialmente instáveis e de difícil controle. Sendo o S. pneumoniae o principal agente bacteriano de infecções respiratórias e meningites nesta faixa etária, a
vacinação antipneumocócica teria, então, “dupla indicação”: diminuição da morbi-mortalidade por esse agente e diminuição da incidência de CAD nestes pacientes, proporcionando ganhos não só de ordem humana e social como econômica.

Diabetes não aumenta o risco para a gripe, a não ser que esteja mal controlado. Mas é certo que a gripe pode descompensar o diabetes, evoluir com complicações e deve ser evitada.
Por trazer complicações severas aos portadores de diabetes, a prevenção contra doenças infecciosas está recomendada para garantir a manutenção da qualidade de vida. A vacinação contra o pneumococos, e contra o vírus Influenza são especialmente recomendadas para os portadores de diabetes.

QUAIS VACINAS O DIABÉTICO  DEVE TOMAR?

Atualmente estão disponíveis muitas vacinas eficientes na prevenção de doenças que podem exigir internações hospitalares e causar risco de vida. Por meio da portaria no. 597/GM o Ministério da Saúde instituiu, no dia 8 de abril de 2004, três calendários de vacinação: para crianças, adolescentes e adultos e idosos (ver em seguida). Todos as vacinas incluídas nesses calendários estão disponíveis, gratuitamente, na rede de postos de saúde. 

Vacina BCG 

É aplicada no nascimento na própria maternidade, se possível. A tuberculose é causada por uma bactéria, o Mycobacterium tuberculosis e a vacina protege, principalmente, contra as formas graves como a tuberculose miliar e a neuro-tuberculose. 

Vacina contra a hepatite B 

É também aplicada no nascimento, na própria maternidade se possível. O esquema completo consiste na aplicação de três doses. O vírus da hepatite B é transmitido, principalmente, por meio de transfusões de sangue e relações sexuais. Em cerca de 5 a 10% dos infectados na fase adulta, o vírus (portador) poderá persistir e em torno de 25%, no decorrer da vida, poderá evoluir para cirrose e tumor hepático. A vacina está disponível para todas as pessoas até 19 anos de idade. 

Vacina Sabin 

É aplicada a partir dos dois meses de idade e o esquema consiste na aplicação de três doses e dois reforços. A doença é causada pelo poliovírus e os últimos casos notificados no Brasil ocorreram em 1999. A vacina Sabin continua sendo aplicada não apenas nas atividades de rotina, mas também em Campanhas, pois ainda existem países onde a doença é endêmica. 

Vacina Tetravalente 

A vacina tetravalente é composta das vacinas DPT (difteria, coqueluche e tétano) e hemófilo. A coqueluche, também conhecida como “tosse comprida”, é causada por uma bactéria, a Bordetella pertussis e o hemófilo é um dos principais agentes das meningites. A difteria é causada pela toxina diftérica e pode evoluir com complicações cardiovasculares e neurológicas. O tétano é desencadeado pela toxina do Clostridium tetani , que pode ser encontrado em qualquer lugar, geralmente no solo, tanto no meio urbano como rural ou silvestre. A imensa maioria dos casos de tétano ocorre após ferimentos, muitas vezes puntiformes. 

O esquema da vacina Tetra consiste na aplicação de três doses durante o primeiro ano de vida. Aos 15 meses e entre 4 e 6 anos são aplicados o primeiro e o segundo reforço. A vacina dupla tipo adulto (dT), que protege contra o tétano e difteria é aplicada a partir dos sete anos de idade e o esquema completo consiste em três doses com reforços a cada dez anos. 

Vacina contra febre amarela 

É aplicada a partir dos nove meses de idade em residentes ou viajantes para áreas de risco da febre amarela, (como os estados do AP, TO, MA, MT, MS, RO, AC, RR, AM, PA, GO e DF), ou área de transição (alguns municípios dos estados do PI, BA, MG, SP, PR, SC e RS) e áreas de risco potencial (como alguns municípios dos estados da BA, ES e MG). A grave doença é causada por um vírus, assim é fundamental um alerta não apenas aos residentes dessas áreas de risco, mas também para viajantes que se deslocam para essas regiões. A vacina deve ser aplicada, ao menos, 10 dias antes da viagem. 

Vacina contra o sarampo, caxumba e rubéola 

A vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola é aplicada aos 12 meses de vida e a segunda dose entre 4 e 6 anos de idade. Os últimos casos de sarampo notificados no Brasil ocorreram no ano de 2000 e, desde então, não há novos relatos no país. Uma das principais complicações da infecção pelo vírus da rubéola dá-se quando ela afeta gestantes, principalmente no primeiro trimestre de gravidez, pois cerca de 20% desses recém-nascidos poderão apresentar complicações, tais como surdez, catarata, glaucoma e complicações cardíacas. As pessoas infectadas pelo vírus da caxumba poderão apresentar, como complicação, a meningoencefalite. 

Vacina contra influenza 

Uma constante complicação após a infecção pelo vírus influenza (gripe) é a pneumonia, causando muitas vezes internação. Esta vacina está disponível para todas as pessoas a partir de 60 anos de idade e para os pacientes com anemias hemolíticas, com doença crônica pulmonar, cardíaca, hepática, renal e também para os diabéticos. A vacina é bem tolerada e pouco reatogência, não causando gripe. Apenas 1% dos vacinados poderão apresentar febre e dores pelo corpo, com boa evolução. 

A eficácia da vacina contra influenza na prevenção da doença em adultos jovens é de 70 a 90% e, quando administrada em pessoas com mais de 60 anos, os reais benefícios são a prevenção de complicações como a pneumonia e a necessidade de hospitalização. A vacina deve ser aplicada anualmente devido a mudanças nos tipos de vírus circulantes e a duração da proteção, que é de apenas um ano. 

Vacina contra o pneumococo 

A vacina contra o pneumococo 23-valente, a exemplo da vacina contra influenza, está indicada para os pacientes com mais de 60 anos de idade, pacientes com anemia hemolítica, doenças crônicas e também para os diabéticos. Ela protege contra o pneumococo, uma das principais bactérias causadoras de pneumonia. As vacinas contra influenza e contra o pneumococo são aplicadas durante as campanhas nacionais de vacinação do idoso e em algumas unidades de referência nos estados. 

A Dra. Helena Keico Sato é Diretora Técnica da Divisão de Imunização/CVE/CIP/SES-SP 
Av. Dr. Arnaldo, 351 sala 115 
CEP 01246-000 
São Paulo – SP 

Em São Paulo e em outras importantes Cidades do País, existem Clínicas especializadas em vacinação e que disponibilizam à população, seja ela composta de diabéticos, crianças ou idosos, todos os tipos de vacinas que auxiliam na prevenção das doenças acima citadas. Recentemente, a Dia a Dia firmou convênio com uma as mais importantes e conceituadas clínicas de São Paulo, o Instituto Paulista de Imunizações, proporcionando a seus clientes, a possibilidade de ter acesso a esta imprescindível prática. 

Se você é diabético, provavelmente, seu médico já lhe falou sobre as complicações do diabetes. Uma das mais comuns é a neuropatia que, infelizmente, pode ocorrer mesmo com a glicemia controlada. Com o tempo poderá acontecer em até 50% dos diabéticos. Atualmente, não há consenso sobre o porquê ocorre, assim como não há tratamento médico para preveni-la.

fonte: diaadia.com.br 

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