O diagnóstico de seu filho fez suas vidas mudarem para sempre: a história de Luciana e Felipe

O Clube do Diabetes vai homenagear, neste dia das mães, três mulheres especiais que escolhi a dedo para representar o quanto podemos ser fortes, determinadas, delicadas e amorosas !

Uma doce mãe com diabetes, uma mãe de paciente diabético e a minha mãe, claro, contando um pouco de como foi o diagnóstico em 1979 de seu bebê ( no caso, eu).

Aqui você vai conhecer o depoimento da Luciana, mãe do adolescente Felipe, que foi diagnosticado com Diabetes Tipo 1 aos 4 anos. Talvez você mamãe se identifique com a história a seguir! 

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06 de abril de 2004

O diagnóstico do meu filho foi feito por mim e pela minha mãe através de um telefonema :

  • Lu, em cerca de uma hora, o Felipe fez muito xixi, e nas gotinhas que caíram no chão encheu de formiga.
  • Mãe, ele está diabético tipo1, não dê nada doce para ele. Vou ligar para o pediatra dele.

Imediatamente liguei e conforme eu tinha falado, o pediatra quase afirmou e deixou os exames para que ele fizesse no dia seguinte, 06 de abril de 2004.

Naquela época, não havia tanta agilidade nos resultados e lembro que fiquei a tarde inteira, entrando e saindo do site do laboratório para ver a Glicemia e exame de urina.

O tempo estava começando a mudar, quando saiu o resultado, Glicemia de 256…minhas lágrimas eram da mesma dimensão da chuva que caia.

Meus amigos choravam junto comigo, ele tinha 4 anos e uma doença incurável.

Encontrei minha mãe com o Felipe no Endocrinologista e nossas vidas mudaram para sempre.

Não havia uma disponibilidade de canetas, insulinas e glicosímetro e fitas e tudo era novo demais.O Felipe dormia, eu velava seu sono, falava com o endócrino para dizer as glicemias.

No dia seguinte ele estava muito nervoso, não entendia nada e acho que foi a parte mais difícil da nossa história :

  • Fe, você tem diabetes, não tem cura e você terá que deixar eu ajudar a te ajudar.

Naquele momento, o olhar de criança não existia mais. O Felipe daquele ponto em diante tornou-se uma criança mais séria.

Tivemos altos e baixos, duas internações nesses 13 anos com a Diabetes.

Estudei muito, participei da ADJ como conselheira e sempre e até hoje, estou ao lado dele em tudo que pergunta, tem dúvidas ou questiona.

O que ensinei a ele, que considero mais importante : Seu nome é Felipe e não Diabetes e você é quem é, poderá fazer tudo em sua vida, escalar montanhas, andar de skate, namorar e ser muito feliz, mas sempre com sua companheira ao lado.

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Logicamente ele tem alguns momentos de revolta, é chato, doloroso e tudo desde de uma simples gripe influência na glicemia, mas levamos da melhor forma possível, com fé que tudo dará certo, dia a dia.

 

Luciana Guerra é arquiteta, mãe do Felipe, diabético tipo 1 desde 2004

 

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