Você presta atenção nos sinais que seu corpo dá?

Dor crônica no Diabético

 A dor , quando aparece, normalmente está querendo nos avisar que algo não vai bem. Seja ela moderada ou intensa, devemos estar sempre atentos aos sinais.

A dor pode ser crônica ou aguda. A aguda pode durar dias ou semanas e estar relacionada a uma inflamação, cirurgia, infecção, etc. A dor crônica já é diferente: pode durar meses, até anos, como as terríveis dores na coluna, LER ( lesões de esforços repetitivos), neuropatias. A dor aguda quando não tratada pode se tornar crônica. E esta continuidade, muitas vezes, pode levar o paciente a sentir-se deprimido, isolado, afetando muito a vida social, profissional…

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Seja a dor aguda ou crônica, é muito importante buscar ajuda médica e investigar o porquê dela estar ali.

Nós diabéticos temos que estar atentos a uma temida complicação da doença, que é a Neuropatia diabética. Ela, uma vez instalada, precisa de controle constante e muitas vezes mudança no estilo de vida do paciente.

Porém o diabético pode não sofrer com a neuropatia periférica ou autonômica, mas pode – ao apresentar dores constantes, estar com um quadro de tendinite, fibromialgia, ou qualquer outro problema que faz com que a dor apareça. Por esta razão é muito importante buscar um médico especialista para investigar a causa. E claro , trata-la corretamente.

As dores da Neuropatia Diabética Periférica

 A neuropatia diabética é a complicação mais comum e ao mesmo tempo a mais incapacitante. É a causa de taxas mais elevadas de mortalidade, de muitas amputações em casos críticos
Alguns sintomas da neuropatia estão diretamente ligados a dor, como por exemplo:

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  • Dor contínua sempre presente
  • Dor que aparece subitamente sem estímulo
  • Dor acentuada após um estímulo doloroso como, por exemplo, um alfinete
  • Dor causada por um estímulo não doloroso como, por exemplo, um toque

 O médico pode suspeitar da neuropatia baseado nas queixas dos pacientes, no exame clínico em consultório e no histórico médico. Para a confirmação do diagnóstico, podem ser feitos alguns exames como exame completo do pé, estudo da condução nervosa, eletroneuromiografia, exame de sensibilidade quantitativa, ultra-sonografia, exame cardiovascular, etc.

Fibromialgia e Diabetes. Existe alguma relação?

 Se o diabético, seja ele tipo 1 ou 2, possui um quadro doloroso mais frequente e, em exames investigativos não foi diagnosticado com neuropatia diabética, ele pode possuir então lesões como tendinites, artrites, LER, ou a tão misteriosa fibromialgia, que acomete principalmente mulheres e atrapalha tanto o dia a dia dessas pessoas.

A Fibromialgia é uma síndrome que provoca dores por todo o corpo, fadiga, dores de cabeça, a síndrome do intestino irritável, além de outros sintomas tais como os sintomas cognitivos, o sono não-restaurativo e que conduzem a uma qualidade de vida reduzida. Além de acometer mais o sexo feminino, existe uma relação

imagesExistem estudos americanos indicando que pacientes com diabetes são mais prováveis ser diagnosticados com fibromialgia. Além disso, portadores de diabetes tendem a ter uns níveis mais altos de HbA1c que indica um controle mais deficiente da glicose , além do aumento dos característicos pontos dolorosos e os sintomas já citados acima para a síndrome. Converse com seu médico sobre isso caso apresente sintomas.

O importante é sempre lembrar que sempre devemos prestar muita atenção nos sinais que nosso corpo nos manda. Muitas vezes, uma complicação pode demorar anos para se manifestar. Ou nos pregar um susto, de repente . Ao sinal de dores, incômodos, ou qualquer outro sintoma estranho, não hesite, não perca tempo: procure um médico.

Fontes de consulta:
Hospital Albert Einstein
Lilly Diabetes
News Medical Life Sciences & Medicine

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